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Economia:
Moeda:
Real (Clique aqui e veja sobre correção e índices inflacionários)
Divisão:
100 centavos formam 1 Real
PIB:
R$ 2,148 trilhões (2005). Anos anteriores: R$ 1,941 trilhões (2004); R$ 1,700
trilhões (2003); R$ 1,478 trilhões (2002); R$ 1,302 trilhões (2001); R$ 1,179
trilhões (2000). Fonte: IBGE.
PIB serviços:
61,1% (2002) *
PIB indústria: 35,5% (2002)
*
PIB agropecuária: 8,3% (2002)
*
Crescimento do PIB: 0,2% ao ano
(2002)
PIB per capita:
US$ 3,197.45 (2004)
Força de trabalho: 89,9 milhões de
pessoas (2004)
Principais produtos da agropecuária:
Algodão, arroz, café, cana-de-açúcar, laranja, soja
Principais minerais: Bauxita, ferro,
manganês, ouro
Principais produtos industriais:
Transformação, bens
de consumo e bens duráveis
Pesca: 850 mil toneladas (1997)
Exportações: US$ 137,471
bilhões (2006)
Importações: US$ 91,385
bilhões (2006)
Saldo da balança comercial: + US$
46,086 bilhões (2006) -
Vide detalhes aqui
Principais parceiros comerciais:
Estados
Unidos, Alemanha, Japão, Itália, Holanda e Argentina
Defesa: Exército (189 mil
soldados); Marinha (48,6 mil); Aeronáutica (65,3 mil) - Total: 302,9 mil
soldados (2004)
Gastos com a defesa: US$
9,3 bilhões
(2003)
Relações Exteriores:
Organizações: Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional), ONU (Organização
das Nações Unidas), OMC (Organização Mundial do Comércio), OEA (Organização dos
Estados Americanos), Mercosul, Grupo do Rio, ALADI (Associação Latino-Americana de
Desenvolvimento e Integração), Conferência Íbero-Americana, CPLP (Conferência dos
Países de Língua Portuguesa).
(*) A soma dos setores que compõem o PIB, dá mais de 100% porque nela está embutida a parcela das atividades financeiras.
Comunicações:
Internet - O Brasil é o segundo país do mundo em números percentuais de crescimento na grande rede mundial, apenas atrás da República Tcheca. Possui vários sites entre os 1.000 mais visitados do mundo e também um dos maiores potenciais de crescimento. Segundo a Marplan, as cidades brasileiras mais conectadas à rede, são pela ordem: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Fortaleza e Recife, sendo que São Paulo sozinho corresponde a 37,7% do total. O Brasil é o terceiro mercado das Américas atualmente, atrás dos Estados Unidos e Canadá e imediatamente à frente do México, Argentina, Colômbia e Chile, respondendo por quase 50% do mercado global da América do Sul. Os principais sites do Brasil, em número de visitas são o UOL, Terra, BOL, IG, iBest, Matrix e HPG, segundo auditoria do IVC.
Televisão - A televisão é o veículo de comunicação de maior
alcance no país e o meio de informação e entretenimento mais utilizado pelos
brasileiros. Dados do Instituto Marplan Brasil do primeiro trimestre de 2004 mostram que
98% da população acima de 10 anos assiste à TV pelo menos uma vez por semana. Segundo
projeção do Grupo de Mídia para 2004, mais
88% dos domicílios do Brasil, possuem um ou mais televisores. A programação é
transmitida por meio de canais abertos ou fechados. No primeiro caso, a captação dos
sinais enviados pelas emissoras é gratuita; no segundo, isso só é possível mediante o
pagamento de taxas de assinatura e com o uso de antenas parabólicas ou aparelhos
decodificadores. Em 2007 chegou ao país a TV Digital.
TV aberta - O Brasil possui 269 emissoras geradoras e 2.591 retransmissoras em
atividade até maio de 2000, de acordo com a Anatel, órgão criado em 1997 para regular e
fiscalizar o setor de telecomunicações. As geradoras produzem seus próprios programas,
enquanto as retransmissoras enviam a programação das geradoras.
A Rede Globo, a maior emissora do Brasil, cobre quase a totalidade dos municípios
brasileiros. Seu sinal chega a 99,77% dos domicílios com aparelhos de TV do país; o SBT
vem em seguida, atingindo 97,58% dos lares. A Bandeirantes abrange 60,36% dos municípios,
a Record 42,38%, a Rede TV 29,85% e a CNT 6,10%. As grandes redes comerciais de televisão
detêm 82,5% da audiência em São Paulo e 90,4% no Rio de Janeiro, de acordo com pesquisa
do Ibope realizada no primeiro trimestre de 2000. O percentual restante é dividido entre
as emissoras educativas, como a TV Cultura, de São Paulo, e a TVE, do Rio de Janeiro, e
as segmentadas, como a MTV e a Rede Mulher.
O público feminino é o que mais assiste à TV (53%). A televisão chega a todas as
camadas sociais: 8% dos telespectadores pertencem à classe A; 29%, à classe B; 37%, à
classe C; 23%, à classe D, e 3% à classe E. A maior parte está na faixa de 20 a 29 anos
(22%); seguida pela de 30 a 39 anos (21%), segundo a Marplan Brasil.
Em termos de publicidade, as emissoras de TV detêm a maior fatia da verba destinada a
anúncios nos meios de comunicação: 55,5% dos 2,9 bilhões de dólares gastos no
primeiro trimestre de 2000, conforme o Projeto Inter-Meios, da Editora Meio &
Mensagem.
Imprensa escrita - Em 2000, o Brasil se destaca no Congresso Mundial de Jornais
pela boa performance e crescimento do setor, com 1,1% de aumento na circulação, de
acordo com dados da World Press Trends. Segundo Francisco Mesquita Neto,
vice-presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), a circulação média dos
jornais diários brasileiros cresce 69,4% nos últimos dez anos, passando de 4,2 milhões
para 7,2 milhões de exemplares.
O principal motivo desse crescimento são os investimentos das empresas em tecnologia -
estima-se que entre 1995 e 2000 tenham sido gastos 600 milhões de dólares apenas em
rotativas. Nesse período, novos parques gráficos são instalados e impressoras 4 x 4
compradas, o que aumenta a quantidade de jornais em cores e melhora a qualidade da
impressão. Outro fator é a pronta adaptação dos jornais à internet. O Brasil,
conforme a World Press Trends, é o país em que mais jornais lançam sites na rede, com
um crescimento de 14% ao ano. De acordo com a ANJ, todos os 119 filiados à entidade
possuem e-mails e 102 têm homepages
Já o mercado de revistas aumenta 6% em 1999, de acordo com o Instituto Verificador de
Circulação (IVC) e a Distribuidora Nacional de Publicações (Dinap). Nesse ano, as
revistas vendem 350 milhões de exemplares, contra 330 milhões do ano anterior.
Há também um aumento nos investimentos publicitários nos dois veículos. Nos quatro
primeiros meses de 2000, dos 2,9 bilhões de reais gastos em anúncios no país, 24,2%
vão para os jornais e 8,09%, para as revistas. No mesmo período de 1999, os jornais
ficaram com 22,1% e as revistas, com 8,2%, conforme dados do Projeto InterMeios da Editora
Meio&Mensagem.
Com o aumento na circulação, as atenções voltam-se para a população das classes C e
D, que, em razão da estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real
a partir de 1994, amplia o hábito de leitura. Por isso, as empresas jornalísticas e as
editoras investem no lançamento de publicações com preços reduzidos.
Revistas - O mercado brasileiro conta com 299 editoras, que publicam
mais de 1,6 mil títulos, vendidos em bancas. Mesmo com tantas opções de leitura, o
brasileiro compra em média duas revistas ao ano. Esse número é muito baixo se comparado
ao de países desenvolvidos. Nos EUA, essa média é de 17, e na França chega a 20.
O Grupo Abril é o líder no ranking de distribuição das revistas filiadas ao IVC, com
65,7% de participação. As demais editoras detêm 34,3%. A Abril - que em novembro de
1999 adquire participação societária na Símbolo - também é a editora com o maior
número de títulos regulares nas bancas - 88, em maio de 2000. A Globo ocupa o segundo
lugar, com 28. Depois vêm a Símbolo (12), a Camelot (10) e a Alto Astral e a Europa (9
cada uma), entre as maiores.
Revistas semanais - As revistas de informação e atualidades são as mais
procuradas, respondendo por 32% das vendas em 1999, de acordo com o IVC. Veja, da
Abril, é a líder do mercado, com média acumulada em fevereiro de 2000 de 1,900 milhão
de exemplares por edição. Outras publicações semanais de informação são IstoÉ,
da Editora Três, com média de 424 mil exemplares, e Época, da Globo, com 705
mil. Com um perfil diferente, a semanal Caras, da Abril, também está entre as
revistas de maior circulação. Retratando o estilo de vida das personalidades do meio
artístico e das classes sociais mais elevadas, suas edições vendem em média 391 mil
exemplares.
Uma fatia considerável do mercado (22%) pertence às revistas segmentadas, segundo dados
de 1999 do IVC. São títulos menores, que procuram atrair públicos específicos.
Destacam-se Raça (Símbolo), voltada para os negros, Fluir (Peixes), de
esportes radicais, CD-ROM (Europa), de informática. A concorrência dentro de cada
gênero também é grande. As revistas de histórias em quadrinhos são as que possuem
maior número de títulos em bancas (222), seguidas das que abordam a vida dos astros da
TV e do cinema (121), das que tratam de atividades infantis (103) e das de culinária
(80), conforme dados da Dinap de 1999.
Editoras como Ediouro, Símbolo e Escala entram, em 1999, no mercado das chamadas revistas
populares, até então explorado principalmente pela Abril e pela Alto Astral. Surgem
novos títulos, como Ti Ti Ti (Símbolo), Ousada (Ediouro), Viva Mais
(Abril) e Malu (Alto Astral), entre outros.
Jornais - O Brasil conta com 465 jornais diários em junho de 2000, conforme a
Associação Nacional de Jornais (ANJ). Desses, apenas nove ultrapassam os 100 mil
exemplares vendidos diariamente, sendo sete no eixo Rio-São Paulo. Os outros dois
circulam em Porto Alegre (RS). Segundo o IVC, os jornais com a média mais expressiva de
vendas diárias em 1999, entre seus filiados, são a Folha de S.Paulo (471 mil) e O
Estado de S. Paulo (366 mil). No Rio de Janeiro, os líderes são O Globo (336
mil) e Extra (252 mil), em Minas Gerais, O Estado de Minas e no Distrito
Federal, o Correio Braziliense.
A Região Sudeste é a que possui o maior número de títulos, 230 (55,4% do total).
Depois vêm a Sul, com 87 (21%); a Nordeste, 51 (12,3%); a Centro-Oeste, 26 (6,3%); e a
Norte, 21 (5%). O estado com mais publicações diárias é São Paulo (134), seguido por
Minas Gerais (52), Rio de Janeiro (39), Paraná (37) e Rio Grande do Sul (36).
De acordo com dados da Marplan Brasil, o percentual de pessoas entrevistadas que haviam
lido ou folheado jornais pelo menos uma vez nos sete dias anteriores aumenta em quatro
mercados, dos nove pesquisados em 1999. A região que mais se destaca é a Grande Recife
(14%), seguida por Brasília (5%). Esses dados se devem, principalmente, ao aumento de
leitores entre as classes C, D e E. A Grande Belo Horizonte é a região com maior queda
de leitores (5%). As pesquisas indicam que os jornais diários tendem a perder leitores
aos domingos. Esse dado é confirmado pela queda de 6,04%, nesse dia da semana, na
circulação dos jornais da Região Sudeste entre 1998 e 1999.
Seguindo a tendência de fusões, aquisições e associações verificada em todo o mundo,
duas empresas jornalísticas concorrentes - as Organizações Globo, responsável pelo
jornal O Globo, do Rio de Janeiro, e a Folha da Manhã, que edita os jornais
Folha de S.Paulo, Notícias Populares e Agora São Paulo - lançam em
2000 um jornal diário especializado em economia. De circulação nacional, a nova
publicação, denominada Valor Econômico, já disputa leitores com a tradicional Gazeta
Mercantil.
Para otimizar os recursos e conquistar maior espaço na distribuição das verbas
publicitárias, o Jornal do Brasil (JB) e O Dia, ambos sediados no
Rio de Janeiro, firmam, em outubro de 1999, uma parceria comercial envolvendo as áreas
gráficas e comercial. Pelo acordo, o JB passa a ser impresso no parque gráfico de seu
parceiro, usando a rotativa off-set, o que garante melhor qualidade de impressão. Além
disso, as duas empresas oferecem desconto aos clientes que anunciarem nos dois veículos.
Telefonia:
O Brasil possui uma das maiores redes de telefonia do mundo. Segundo a ANATEL, 2003 terminou com 49,6 milhões de terminais fixos, 1,4 milhões de telefones públicos instalados e 45,5 milhões de aparelhos de telefonia celular em funcionamento. A previsão é que em 2004 os aparelhos de telefonia celular ultrapassem, em muito, a quantidade em operação de aparelhos fixos. Somente entre 2002 e 2003 foram acrescidas à base instalada, cerca de 13,9 milhões de novos celulares, enquanto a telefonia fixa teve acréscimo de apenas 200 mil novos terminais. A maioria dos celulares (73%) eram pré-pagos.
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